documentário | 75' | 2025
Realização:
André Guiomar
COM
Benjamin Vilanculo
Eulália da Silva
Filimone Muchongo
Chefe de Produção:
Milton Manhenje
Direcção de Fotografia:
André Guiomar
Director de Som:
Rui Namburete, Hermen Macamo
Montagem:
Miguel da Santa
Som e Mistura:
Maurício D'Órey
Correcção de Cor:
Tiago Carvalho
Música Original:
Tiago Correia-Paulo
Pintura:
Phambi
Design Gráfico:
João da Fonseca
Produtores:
Jacinta Barros, Rui Simões, André Guiomar, Luís Costa
Co-Produção:
Olhar de Ulisses
Produção:
Real Ficção
Ku handza é uma expressão na língua changana (tsonga) que descreve uma galinha à procura de comida. É também usada pelos moçambicanos como uma metáfora do modo de sobrevivência diário.
Este filme segue três histórias principais. A primeira é a de Benjamin, que tenta angariar dinheiro através de trocas informais para organizar uma festa de aniversário para o seu filho. A sua vida é ditada pelas flutuações monetárias decididas por pessoas, mercados e eventos que ele nunca compreenderá.
Eulália, a segunda personagem, é mãe de seis filhos e dá à luz um novo bebé prematuro. Alguns dias depois, ela tem de volcar ao seu trabalho num aterro sanitário, o último reduto do que a sociedade considera dispensável. O último é Filimone, que visita a sua família entre missões de guerra, tentando estar presente no crescimento das suas três filhas. Uma guerra na fronteira norte com a Tanzinia, justificada tanto por razões religiosas como por interesses internacionais em terras minerais valiosas.
Três histórias diferentes que parecem nunca se cruzar, mas que descrevem um país camaleónico numa narrativa caleidoscópica. Um país cheio de pessoas sem voz, esquecidas e politicamente mal governadas. Autênticos heróis da sobrevivência, que misturam resignação, fé e força de vontade. Como diz um antigo provérbio africano, «quando os elefantes lutam, quem sofre é o capim». A espécie humana parece nunca sair do seu modo de sobrevivência.